Segundo a Agência Brasil, o secretário de Assuntos Económicos Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Alfredo Gomes, afirmou, aos jornalistas, que “este não é um tema de trabalho, não está na agenda do Brasil”.


Esta tomada de posição do Governo brasileiro surge na sequência de uma proposta, no início do mês, do ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, que defendeu a criação de um sistema de pagamento, em substituição do Swift, específico para os países do chamado bloco BRIC ( Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).


Apesar de discordar da proposta russa, Erivaldo Alfredo Gomes, citado na Agência Brasil, sublinhou que o país defende a criação de um novo sistema de pagamentos, mais veloz, que permita transações internacionais no próprio dia.


“Faz sentido a gente ter uma discussão sobre como estabelecer uma nova plataforma. O Brasil entende que isso deve ser em âmbito multilateral, global. Não uma solução específica de alguns países. Até para evitar a fragmentação”, frisou.


O Governo brasileiro tem tipo uma abordagem ambigua em relação à Rússia desde que o país lançou, em 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia.


Por um lado, votou no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Rússia numa resolução que condenava as ações de Moscovo.


Por outro, absteve-se da resolução que suspende a Rússia do Conselho de Direitos Humanos devido a alegados crimes de guerra e crimes contra humanidade na Ucrânia.


Dias antes do ataque russo, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, teve reunido com o seu homólogo Vladimir Putin.


A acrescentar, o Brasil não apoia as sanções impostas à Rússia, estando mesmo a encetar esforços para que a venda de fertilizantes russos não seja incluída nas sanções.


O Brasil, uma das maiores potências agroalimentares do mundo, depende em mais de 90% da importação de fertilizantes, produto este que a Rússia, e a Ucrânia, são dos maiores exportadores mundiais.


A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.793 civis, incluindo 176 crianças, e feriu 2.439, entre os quais 336 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.


A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para os países vizinhos.


Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.




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