Em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, o presidente da administração dos portos de Sines e do Algarve (APS), José Luís Cacho, revelou que se a Europa deixar de comprar gás à Rússia e começar a importar gás de outras zonas, nomeadamente dos Estados Unidos, Sines vai estar preparado para receber e armazenar esse gás. Sines está a trabalhar a 70 por cento e pode duplicar a sua capacidade relativamente ao GNL, passando de três para seis tanques.


Contudo, o investimento só avança se efetivamente houver o interesse de ligar os pipelines da Península Ibérica à restante Europa e, consequentemente, com o aumento do abastecimento por via marítima, porque para o mercado nacional, o país está servido.


Esta alteração ao nível das importações europeias de gás, segundo o presidente da APS, vai produzir efeitos sobretudo na relevância estratégica do Porto de Sines e não tanto no crescimento do negócio.


José Luis Cacho revelou ainda que neste momento não há agendamentos previstos para a chegada de navios russos com gás ao Porto de Sines.

Sobre o futuro terminal de contentores Vasco da Gama, apesar das alterações das regras publicadas recentemente pelo governo, o presidente do Porto de Sines garantiu que para já não há condições de mercado para avançar com o concurso. Sobre a expectativa dos resultados para este ano, José Luís Cacho admite que possam ficar abaixo ou iguais ao ano passado, mas depende da duração da crise provocada pela guerra, porque um fraco crescimento das empresas acabará por se refletir na atividade do Porto de Sines.

Entrevista conduzida pelos jornalistas Rosário Lira, da Antena1 e Maria João Babo do Jornal de Negócios.



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