Filme de João Gonzalez vence melhor `curta` de animação no festival de Melbourne



Este é “o terceiro prémio qualificante” do filme do realizador português, como candidato a uma nomeação aos Óscares da Academia, destaca a Agência da Curta-Metragem, que representa a obra, “sublinhando o seu lugar na lista restrita de elegíveis aos galardões de Hollywood para 2023”.

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A curta-metragem “Ice Merchants” já foi distinguida na Semana da Crítica, na edição deste ano do Festival Cannes, no festival de Guadalajara, no México, no Motovun Festival, na Croácia, e no festival Curtas de Vila do Conde.


O filme é sobre um pai e um filho, que produzem gelo na casa inóspita onde vivem, e de onde saltam todos os dias de paraquedas para o vender na aldeia, no sopé da montanha.


Nascido no Porto, em 1996, João Gonzalez é realizador, animador, ilustrador e músico, com formação clássica em piano. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou no Royal College Art, em Londres, depois de terminados os estudos na Escola Superior de Media Artes e Design.


Os seus primeiros filmes, “Nestor” e “The Voyager”, foram realizados ainda no contexto académico, somando “mais de 20 prémios (…) e mais de 130 seleções oficiais em festivais de cinema”, indica a Agência da Curta Metragem.


João Gonzalez assina igualmente o argumento e a banda sonora de “Ice Merchants”.


O realizador “tem um grande interesse em combinar o seu `background` musical com a sua prática em animação, assumindo sempre o papel de compositor e por vezes de instrumentista nos filmes que realiza, ocasionalmente acompanhando-os com `performances` ao vivo”, adianta a agência.


Além de “Ice Merchants”, foram também selecionados para Melbourne os filmes “Tornar-se um homem na Idade Média”, de Pedro Neves Marques, nas curtas-metragens, e “Pacifiction (Tourment sur les îles)”, do realizador espanhol Albert Serra, e “Tout le monde aime Jeanne”, da francesa Céline Deveaux, coproduzidos por Portugal, na secção de longas-metragens, assim como “Interdito a cães e italianos”, do realizador francês Alain Ughetto, no programa de longas-metragens de animação.


“Diários de Otsoga”, de Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes, e “Fogo-Fátuo”, de João Pedro Rodrigues, também foram exibidos no festival.


O júri da 70.ª edição do festival foi composto pelos realizadores Tiriki Onus e James Vaughan e pelo crítico Jourdain Searles.


O palmarés deste ano também distinguiu “Moshari”, do realizador do Bangladesh Nuhash Humayun, como melhor `curta` de ficção, e “Will You Look at Me”, de Shuli Huang, da China, como melhor documentário em curta-metragem. O prémio de melhor `curta` experimental foi para “Nazarbazi”, de Maryam Tafakory, jovem realizadora do Irão.


A entrega dos prémios decorreu na quinta-feira, em Melbourne, e contou com a presença de João Gonzalez.


O Festival de Melbourne, o maior e mais antigo do cinema australiano, teve início no passado dia 4 e prolonga-se até ao próximo dia 28, com sessões `online` e em sala.


 




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