Leclerc bateu o campeão mundial, o holandês Max Verstappen (Red Bull), já ao `cair do pano`, com o tempo de 1.17,868 minutos, batendo o piloto da Red Bull por 0,286 segundos.


O mexicano Sérgio Pérez (Red Bull) foi o terceiro, a 0,372 segundos.


A sessão de qualificação, disputada esta manhã, ficou marcada por duas interrupções provocadas por acidentes.


O primeiro aconteceu ainda na primeira fase, a Q1, quando os canadianos Lance Stroll (Aston Martin) e Nicholas Latifi (Williams) bateram.


Os dois circulavam a baixa velocidade numa volta de lançamento e, na curva 5, Latifi deixou passar Stroll, que, de repente, guinou para a direita perante a aproximação a alta velocidade do japonês Yuki Tsunoda (Alpha Tauri), que vinha numa volta lançada.


A sessão teve de ser interrompida por alguns minutos para tirar os detritos da pista.


Já na Q3, foi uma saída de pista do espanhol Fernando Alonso (Alpine) a obrigar a uma interrupção de quase 15 minutos.


O antigo campeão mundial em 2005 e 2006 queixou-se, via rádio, de ter ficado “sem sistema hidráulico” e de não ter conseguido “reduzir a mudança”.


Os atrasos levaram a que a sessão se estendesse para o final do dia na Austrália, com o sol já demasiado baixo e alguns pilotos a queixarem-se de falta de visibilidade, pedindo viseiras escuras para o capacete.


“Era muito difícil ver os limites da pista devido ao sol”, disse o autor da `pole`.


No reatamento da sessão após o acidente de Alonso (que coloca o espanhol no 10.º lugar da grelha), Sérgio Pérez optou por sair mais cedo para a pista de forma a poder fazer duas tentativas de voltas rápidas, enquanto os adversários fizeram apenas uma.


O espanhol acabou por fechar na terceira posição, batido pelo companheiro de equipa, Max Verstappen, e por Charles Leclerc, que fez o melhor tempo já nos derradeiros segundos da sessão.


O britânico Lando Norris (McLaren) foi o quarto, a 0,835 segundos, seguido dos compatriotas Lewis Hamilton (Mercedes) e George Russell (Mercedes), com o australiano Daniel Ricciardo (McLaren) em sétimo, todos já a cerca de um segundo do autor da `pole` e todos com motores Mercedes, uma indicação de alguma melhoria dos propulsores germânicos.


Ainda assim, Lewis Hamilton viu-se batido em qualificação neste circuito pela primeira vez desde 2013.


“Nada do que fazemos parece resultar”, disse o antigo campeão, admitindo que será “muito complicado aguentar os Ferrari” na corrida.


Carlos Sainz cometeu um erro e não foi além da nona posição.


Max Verstappen revelou não estar satisfeito com a afinação do Red Bull.


“O carro andava por todo o lado. Senti dificuldades ao longo de todo o fim de semana. O segundo lugar não é mau, mas falta-me confiança com o carro. Tentámos coisas diferentes, mas ainda não encontrámos o ponto”, explicou.


O Grande Prémio da Austrália é a terceira prova do Mundial.


Charles Leclerc lidera o campeonato, com 45 pontos, mais 12 do que Sainz e 20 do que Verstappen.


A corrida, de 58 voltas, disputa-se no domingo, às 06:00 de Lisboa.



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