“Hoje, estamos a usar a inteligência artificial para pesquisar perfis de soldados russos nas redes sociais com base [em imagens] dos seus corpos, no sentido de relatar a sua morte a amigos e familiares”, explicou no Facebook o governante.


De acordo com Mykhailo Fedorov, a Ucrânia está a “montar um sistema de telefonemas automáticos para a Rússia para dizer a verdade sobre os assassinos russos”.


“Começamos a fazer coisas que não imaginávamos há um mês”, acrescentou.


O objetivo, explicou, é “desfazer o mito de uma operação especial em que não participa nenhum recruta e em que ninguém morre”.


Em 09 de março, Moscovo reconheceu pela primeira vez a presença de recrutas na Ucrânia e admitiu que vários deles foram feitos prisioneiros, depois de afirmar que apenas soldados profissionais estavam no terreno a combater.


A este respeito, o Presidente russo, Vladimir Putin, tinha assegurado, antes desta data, que não iria enviar recrutas ou reservas para território ucraniano, afirmando que apenas os “profissionais” tinham a missão de cumprir os “objetivos planeados”.


Desde os primeiros dias da invasão, a imprensa e as organizações não governamentais (ONGs) têm relatado que jovens russos com idade para cumprir o serviço militar estão a participar em operações militares.


Além disso, os relatos de mães sem notícias dos seus filhos enviados para a Ucrânia multiplicaram-se nas redes sociais.


A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 977 mortos, dos quais 81 crianças e 1.594 feridos entre a população civil, incluindo 108 menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, entre as quais 3,60 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.


Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



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