A vitória na receção à “equipa sensação” Gil Vicente por 2-1 deu alento à formação de Armando Evangelista, que procura dar continuidade à boa série de jogos fora nesta segunda volta, desta vez perante um Boavista também motivado, depois do triunfo na visita a Famalicão (2-1).

“Com as vitórias, o ambiente fica mais leve, a predisposição para o trabalho e a aceitação do proposto são outras. A alegria é contagiante e isso ajuda na assimilação de processos. Já dizia o Jorge Valdano (ex-jogador e treinador e agora dirigente) que 30% da vitória do próximo jogo vem do jogo anterior. O último jogo foi importante para nós, agora é olhar em frente”, apontou Armando Evangelista.

Tanto arouquenses como ‘panteras’ lutam para amealhar pontos que coloquem no retrovisor a zona de descida e, consciente de que “a luta vai ser até ao fim”, o técnico perspetivou um “jogo de grau de dificuldade elevado” no duelo com a equipa de Petit.

“Estamos cientes do que o Boavista pretende para este jogo e o que tem feito para levar adeptos ao estádio. Sabemos a importância do jogo para o Boavista, mas também para o Arouca. Isso vai fazer com que as dificuldades sejam maiores, não só isso, porque o Boavista tem excelentes jogadores – um plantel recheado -, é uma equipa intensa e caracterizada por isso mesmo. Muito coesa no seu conjunto”, detalhou.

Por seu lado, o “Arouca também tem as suas armas” e quer “levá-las para o (Estádio do) Bessa”, com confiança nos jogadores que vão para dentro de campo “lidar com as dificuldades que vão encontrar”, apoiados pela “estratégia, foco e ambição” de uma equipa “ciente da reta final e daquilo que tem de fazer”.

Porém, as contrariedades e dores de cabeça têm-se somado para Evangelista, principalmente no meio campo. Depois da perda de Kouassi até ao final da temporada e da lesão de Pedro Moreira, também David Simão está de fora devido a castigo, tal como o extremo Bukia, que viu o quinto cartão amarelo.

O técnico admitiu que tem sido “um desafio diário para a equipa técnica e jogadores” reinventarem-se “semana após semana”, algo que faz com que a “equipa perca alguns automatismos” face às ausências.

“Não está fácil encontrar um ‘onze’ que dê uma sequência alongada para ter rotinas de jogo, mas com a vontade e qualidade dos nossos jogadores, os desafios têm sido superados, umas vezes com mais dificuldade, outras com menos. São estes desafios que nos fazem crescer enquanto equipa técnica e jogadores, e não há que nos escondermos atrás disso, há que assumir e procurar a melhor estratégia para fazer face a estas ausências”, salientou.

No último encontro, o médio Marco Soares, que soma apenas 13 minutos na temporada, entrou já nos descontos e recolheu diretamente aos balneários depois do apito final.

Questionado sobre o assunto, Evangelista admitiu não ter reparado nisso, mas afastou qualquer desentendimento e sublinhou o papel e a importância do internacional cabo-verdiano no plantel, elogiando a “ambição” de querer somar mais minutos.

“O Marco é um elemento muito importante dentro deste grupo, tem uma postura exemplar quando joga e quando não joga. Sabe qual o papel dele no clube e tem-no desempenhado de uma forma exemplar e, por isso, é um jogador que qualquer treinador gostaria de ter”, disse.

O Boavista, 11.º colocado, com 30 pontos, recebe o Arouca, na 15.ª posição, a última de ‘salvação’ direta, com 26, no sábado, às 18:00, no Estádio do Bessa, no Porto, em duelo da 29.ª jornada, com arbitragem de Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.



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