A Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) “condena veementemente os atos de repressão e as graves violações dos direitos humanos cometidos por Luanda contra civis indefesos de Cabinda na região de Massabi, Belize [Maiombe], e apela a [secretário-geral das Nações Unidas, António] Guterres para pôr fim à brutalidade selvagem do governo de João Lourenço”, de acordo com o comunicado do movimento, assinado pelo seu porta-voz, Jean Claude Nzita.


A FLEC-FAC apela ainda à comunidade internacional e ao secretário-geral da ONU para que “atue urgentemente no sentido de pôr fim à brutalidade e prática do terrorismo de Estado que Luanda está a levar a cabo no território de Cabinda, às quais o povo cabindense está sujeito”.


O movimento independentista “convida” a ONU e o seu Conselho de Segurança a “assumirem as suas responsabilidades na proteção do povo cabindense contra a brutal repressão angolana desde o regresso dos combates entre a FAC e o exército de ocupação FAA [Forças Armadas Angolanas]”, segundo o mesmo texto.


Em declarações à Lusa, a FLEC-FAC afirmou hoje que foram mortas cinco pessoas na região de Maiombe nos últimos dias e que “as forças armadas angolanas continuam a deter cidadãos cabindeses por causa dos confrontos armados entre as FAC e as FAA no passado dia 11, na aldeia de Kisungo”, na mesma região.


O movimento acrescentou que foram detidas duas pessoas, “Afonso Matiaba Manuel, conhecido como Wera Son”, músico, casado e pai de 4 filhos, residente na referida aldeia, e um segundo homem, de nome “Mucúa”, um produtor de teatro, residente em Cabinda, ambos na madrugada do passado dia 18, tendo sido levados para a base militar de Loma, no município de Buco Zau.


A FLEC-FAC atualizou na passada sexta-feira um balanço relativo a combates com as FAA no dia 11, segundo o qual afirmou terem sido mortos 12 soldados do exército angolano na região de Belize.


Os confrontos, segundo o movimento independentista, terão acontecido no passado dia 11, na aldeia do Kissungo no Maiombe (Belize), e em Mbata Lemba, na região de N`cutu.


O Governo angolano recusa normalmente reconhecer uma situação de instabilidade naquela província do norte de Angola, em resultado das ações de guerrilha dos independentistas, sublinhando sempre a unidade do território, e não confirma as mortes de soldados.


 




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