Carapaz, de 28 anos, levou a melhor no ‘sprint’ a dois e cumpriu os 168,6 quilómetros entre Salou e Cambrils em 4:09.19 horas, à frente de Higuita e de um pelotão restrito, no qual o australiano Kaden Groves (BikeExchange-Jayco) foi terceiro, a 48 segundos.

Os dois ciclistas atacaram o pelotão a 130 quilómetros da meta, junto com outros fugitivos, e ‘resistiram’ na frente com um ataque à antiga, de muito longe, que acabou por elevá-los aos dois primeiros lugares da etapa, na qual Carapaz levou a melhor, e da geral, em que Higuita está acima do campeão olímpico de fundo em Tóquio2020.

Após um dia ‘longo’, cheio de movimentações, algumas delas polémicas, João Almeida acabou por cortar a meta em 19.º, e agora é terceiro na geral, a 52 segundos do colombiano, novo líder, e a 35 do equatoriano, que é segundo.

O luso perde ainda a liderança da juventude, que também é de Higuita, num dia marcado por este ataque arrojado e pela sua resposta — ou falta dela — por parte da equipa do líder, a UAE Emirates.

Com Rui Costa como principal gregário, já depois do espanhol Marc Soler ter tentado minimizar as perdas, foi o papel do jovem Juan Ayuso, que é quinto na geral, a dar que falar, uma vez que não trabalhou para o chefe de fila, primeiro, e chegou mesmo a isolar-se na frente, na descida do Coll de la Teixeta, a última subida categorizada do dia, aproveitando ainda segundos de bonificação.

No fim de contas, tanto Ayuso, que acabou em 20.º, uma posição abaixo de Almeida, como outros escapados, entre eles o colombiano Nairo Quintana (Arkéa Samsic), agora quarto na geral, acabaram por chegar junto do líder, que perdeu esse estatuto a um dia do fim da prova catalã.

No final da corrida, o ciclista português admitiu que tinha cometido um erro na primeira subida, em que estava “muito atrás”, num “dia duro e agravado pelas condições climatéricas”, com chuva e muito frio.

Ainda assim, esperando “um dia difícil e complicado”, reconheceu a surpresa pelo ataque da dupla Carapaz-Higuita e, sobre o ataque de Ayuso, explicou que lhe disse “para ir sozinho”.

“No final, esteve no grupo da frente, e atrás também tiveram de trabalhar. Não foi péssimo, salvámos mais ou menos o dia. (…) Gosto sempre de olhar para os pontos positivos numa corrida, e podemos estar orgulhosos da Volta que fizemos. Vamos recuperar e ver em que pé estamos amanhã (domingo)”, declarou.

No domingo, a sétima e última etapa não será um ‘passeio’, com 138,6 quilómetros com partida e chegada em Barcelona a incluírem cinco contagens de montanha de segunda categoria, tantas quantas as passagens pelo Alto do Castelo de Montjuïc.

Rui Costa acabou hoje por cortar a meta em 56.º, a 4.45 minutos, e subiu ao 75.º posto, a mais de 47 minutos do líder, enquanto Ivo Oliveira, também da UAE Emirates, é 111.º.



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