Em comunicado, este partido assinala, porém, que o resultado de Le Pen “é mesmo assim o mais alto de sempre, demasiado alto”, e critica a atuação dos atuais dirigentes europeus, incluindo Macron, responsabilizando-o pelo descontentamento manifestado por muitos franceses.


“Para a construção de um futuro mais igualitário, Macron terá de ouvir os representantes da esquerda, entre os quais Jean-Luc Mélenchon que na primeira volta teve 21% dos votos, e da esquerda verde francesa, representada por Yannick Jadot com 4,5% dos votantes”, defende o Livre.


Neste comunicado, o partido que é representado no parlamento por Rui Tavares realça que é uma força política europeísta e “congratula-se com a vitória de Emmanuel Macron, europeísta convicto” e “felicita os franceses” por terem bloqueado “o acesso da extrema direita ao poder”.


O Livre refere que esta “é uma derrota de Marine Le Pen e do seu projeto nacionalista, xenófobo e racista”, mas sustenta que para afastar a extrema-direita de modo decisivo “é preciso uma união social, democrática e ecológica”. 


Segundo as projeções de resultados da segunda volta das eleições presidenciais em França, o Presidente em exercício, Emmanuel Macron, centrista liberal, foi reeleito com cerca de 58% dos votos, contra Marine Le Pen, da extrema-direita, que teve aproximadamente 42% e reconheceu de imediato a derrota.


Na primeira volta destas eleições, em 10 de abril, Emmanuel Macron foi o mais votado, com aproximadamente 28%, e Marine Le Pen ficou em segundo lugar, com cerca de 23%.


Macron foi eleito Presidente de França em 07 de maio de 2017 com cerca de 66% dos votos, também à segunda volta, que disputou igualmente com Marine Le Pen, e tomou posse uma semana depois.



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