Tiroteio no 4 de Julho. Suspeito tinha segundo ataque em mente



Robert Crimo foi presente a tribunal na quarta-feira. Confessou ter executado o massacre nos arredores de Chicago, que deixou sete mortos e dezenas de feridos.



O procurador estadual, Ben Dillon, disse que o atirador “olhou para baixo, observou e depois disparou contra as pessoas do outro lado da rua”.


As autoridades, em conferência de imprensa, acrescentaram que o alegado atirador disse ter-se disfarçado de mulher para poder escapar de Highland Park, ao lado dos moradores em fuga.



O procurador declarou também que o vídeo de vigilância revelou o suspeito a sair da área e a descartar-se da arma. Crimo apanhou o carro-mãe e conduziu cerca de 240 quilómetros para noroeste até Madison, no Wisconsin.



Os investigadores encontraram indícios de que o suspeito terá tentado descartar-se do telemóvel já neste Estado.



O atirador tinha aproximadamente 60 cartuchos no carro, realçou Chris Covelli, porta-voz da Task Force de Crimes Graves do Condado de Lake.




Covelli acrescentou que o suspeito “considerou seriamente” realizar outro ataque com a arma de fogo que possuía no carro – uma Kel-Tec SUB200. As autoridades acreditam, todavia, que a viagem para o Wisconsin não foi premeditada.



De acordo com a polícia, Crimo viu um novo desfile do Dia da Independência e supostamente pensou em atacá-lo. Quando o chefe de polícia de Madison se preparava para avançar, soube que o suspeito já tinha sido detido.



Imagem de videovigilância de 
Robert E. Crimo III, vestido com roupas de mulher



Covelli sublinhou que não há informações que sugiram que o ataque em Chicago tenha sido “motivado racialmente, por religião ou qualquer outro status protegido”. Não há indicação de que mais alguém esteja envolvido.

Armas e mais armas


Os procuradores declararam que foram recuperados do local dos disparos 83 invólucros usados, bem como carregadores de espingarda. O suspeito usou uma arma semiautomática Smith & Wesson M&P15 para realizar os disparos, disse Dillon.



Crimo comprou legalmente a arma que usou no tiroteio de segunda-feira, disse Covelli, descrevendo-a como uma “arma de alta potência” que faz disparos a alta velocidade. A arma foi comprada localmente, na área de Chicagoland, acrescentou Covelli. Não há indicação de que tenha sido modificada.



O suspeito também comprou legalmente uma segunda arma encontrada no veículo no momento em que foi detido. Outras três armas de fogo encontradas na residência foram descritas por Covelli como pistolas.

Em abril de 2019, a polícia foi chamada à casa do suspeito uma semana depois de Crimo ter-se tentado suicidar. Em setembro do mesmo ano, as autoridades foram chamadas por um familiar que disse que Crimo tinha feito ameaças de “matar toda a gente”.


A polícia respondeu e apreendeu 16 facas, uma adaga e uma espada em casa. O suspeito, na altura com 18 ou 19 anos, não foi preso, nem foi tomada qualquer outra medida.




Robert “Bobby” E. Crimo III, de 21 anos, enfrenta sete acusações de assassinato em primeiro grau associadas ao tiroteio de Chicago, que implica uma sentença de prisão perpétua, em caso de condenação.

O juiz ordenou que permanecesse detido sem fiança durante uma sessão virtual na quarta-feira. Foi marcada para 28 de julho uma audiência preliminar.



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