Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

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7h30 – MNE ucraniano apela à criminalização do uso da letra “Z”


“Apelo a todos os Estados para que criminalizem o uso do símbolo ‘Z’ como forma de apoio público à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. ‘Z’ significa crimes de guerra russos, cidades bombardeadas, milhares de ucranianos assassinados. O apoio público a esta barbárie deve ser proibído”, disse Dmytro Kuleba no Twitter.


Ponto da situação

  • As negociações de paz entre Ucrânia e Rússia voltam ao formato presencial, sendo retomadas esta terça-feira em Istambul, na Turquia. No entanto, os dois lados reduzem as expetativas de grandes avanços nas conversações.

  • Na segunda-feira, o presidente ucraniano apelou a sanções ocidentais contra a Rússia que sejam “eficazes e substanciais” e voltou a pedir o fornecimento de mais armas ao país. “Os ucranianos não devem morrer apenas porque não conseguem ter coragem suficiente para nos entregarem as armas necessárias. O medo torna-vos cúmplices”, afirmou Volodymyr Zelensky.

  • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz que Moscovo se sente “em guerra” com o Ocidente, muito por culpa das sanções a empresas e indivíduos no país. Numa entrevista, o responsável admitiu os receios da Rússia em relação à aliança atlântica. “Estamos com demasiado medo que a NATO se aproxime das nossas fronteiras com a sua infraestrutura militar. Por favor, tratem disso. Não nos encostem a um canto”, apelou.

  • O presidente norte-americano, Joe Biden, recusou-se a pedir desculpa pelas declarações no último fim de semana, na Polónia, em que afirmou que Vladimir Putin “não pode permencer no poder”. Questionado sobre a frase proferida em Varsóvia, Biden afirmou: “Não estava nem estou a pedir uma mudança política. Estava a expressar indignação moral que sentia”.

  • De acordo com a ONU, em mais de um mês de guerra morreram pelo menos 1.119 civis e outros 1.790 ficaram feridos. No entanto os números reais poderão ser bastante superiores. Segundo a autarquia de Mariupol, uma das cidades mais visadas pelos ataques russos, pelo menos 5.000 pessoas morreram, incluindo 210 crianças.