A moção foi “aprovada” por 174 dos 342 deputados, anunciou o presidente interino da Assembleia, Sardar Ayaz Sadiq.


Nenhum primeiro-ministro cumpriu o seu mandato no Paquistão desde a independência do país em 1947, mas Imran Khan é o primeiro chefe de governo paquistanês a cair numa moção de censura.

O seu sucessor à frente dos destinos da república islâmica de 220 milhões de habitantes e dotado de armas nucleares deverá ser Shehbaz Sharif, líder da Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N).

Imran Khan, 69 anos, famoso por conduzir a equipa nacional de críquete, desporto rei do país, à sua única vitória no Campeonato do Mundo em 1992, e que se tornou primeiro-ministro em 2018, tem tentado tudo para se manter no poder.

Os seus apoiantes recusaram-se inicialmente a pôr à votação a moção de censura no domingo passado e optaram por dissolver a Assembleia, para convocar eleições antecipadas.

Mas o Supremo Tribunal considerou todo o processo inconstitucional, restabeleceu a Assembleia e ordenou a votação, que levou à saída de Imran Khan.


 


 



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