Chefes das diplomacias da RDCongo e Ruanda reúnem-se quinta e sexta-feira em Luanda



Angola recebe a reunião da CCP na qualidade de país que exerce atualmente a presidência da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL).

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Participam na reunião os chefes das diplomacias da RDCongo e do Ruanda, Christophe Lutundula Apala Pen`Apala e Vicent Biruta, respetivamente.


Este encontro vem na sequência da cimeira tripartida, em que o Presidente de Angola, João Lourenço, foi anfitrião e que juntou em 07 de julho os homólogos da RDCongo e do Ruanda, Félix Tshisekedi e Paul Kagame, respetivamente, no quadro do mandato conferido ao líder angolano na última cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Africana, realizada em Malabo em 28 de maio.


“Importa referir que a realização da presente reunião inscreve-se no âmbito da implementação do Roteiro adotado na referida Cimeira Tripartida, em que a sapiência e sabedoria dos Chefes de Estado orientaram como um dos objetivos principais o restabelecimento das condições objetivas, visando a normalização das relações entre os dois países”, lê-se no comunicado divulgado hoje pelo Ministério das Relações Exteriores de Angola.


A criação da CCP é “um mecanismo de singular importância no quadro do tratamento de todas as questões inerentes ao fortalecimento da cooperação bilateral nos mais variados domínios, o que testemunha a atenção particular e determinação que a RDCongo e o Ruanda têm acordado nesta matéria”, prossegue o comunicado.


A nota ministerial conclui referindo que o chefe da diplomacia angolana, Téte António, convidou os seus dois homólogos a visitarem a Feira Internacional de Luanda, certame que está a decorrer na capital angolana e caracterizada no comunicado como “palco de promoção de produção nacional, de realização de negócios e de fomento de emprego”.


A tensão entre o Ruanda e a RDCongo cresceu exponencialmente nos últimos meses, após o reinício em março último dos combates entre o exército e o movimento rebelde de 23 de Março (M23), que, segundo Kinshasa, é apoiado pelo país vizinho, uma acusação negada por Kigali.


Ambos os países solicitaram a intervenção do Mecanismo Reforçado de Verificação Conjunta (EJVM, na sigla em inglês), estabelecido pela Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) para investigar incidentes de segurança nos seus 12 Estados-membros.


O M23 foi criado em 04 de abril de 2012, quando soldados da RDCongo se revoltaram com a perda do poder do seu líder, Bosco Ntaganda, acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de crimes de guerra por alegadas violações do acordo de paz de 23 de março de 2009, data que deu o nome ao movimento.


Em 2012, o M23 ocupou Goma, capital da província do nordeste congolês do Kivu do Norte, durante duas semanas, mas a pressão internacional obrigou o movimento rebelde a retirar-se e a iniciar negociações de paz com o Governo da RDCongo em Kinshasa.


Durante mais de duas décadas, o leste da RDCongo tem registado conflitos alimentados por milícias rebeldes e ataques do exército congolês, apesar da presença da missão de manutenção de paz da ONU (Monusco), que conta com mais de 14.000 soldados no país.



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