Comissão do Capitólio vai partilhar com a Justiça dos EUA transcrições de 20 testemunhos



A cooperação da comissão bipartidária com a Justiça acontece numa altura em que os procuradores federais estão a intensificar a investigação dos esforços do ex-presidente Donald Trump e dos seus aliados para subverter os resultados da eleição de 2020. 

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A fonte citada, que trabalha com a comissão parlamentar, não indicou quais os testemunhos que serão partilhados com o Departamento de Justiça. A comissão já fez mais de mil entrevistas sobre os eventos em torno da tentativa de insurreição no Capitólio, a 06 de janeiro de 2021. 


A primeira tentativa do Departamento de Justiça de obter transcrições da comissão tinha falhado, em maio, quando o líder Bennie Thompson caracterizou como “prematura” a partilha de documentação relativa ao trabalho que estava em curso. 


O teor das conversações mudou nas últimas semanas, depois de várias audiências públicas onde a comissão expôs as suas provas e obteve o testemunho sob juramento de dezenas de pessoas, a maioria das quais ligadas à administração Trump. 


Thompson disse, a 13 de julho, que o Departamento de Justiça estava particularmente interessado nas transcrições das entrevistas que a comissão fez a vários falsos `grandes eleitores`, cujo intuito era mudarem os votos de Joe Biden para Donald Trump no dia da certificação dos resultados do colégio eleitoral. 


O Departamento liderado pelo procurador-geral Merrick Garland acelerou a sua investigação nos últimos dias. Os procuradores obtiveram documentação do grupo de falsos `grandes eleitores` e vários ex-assessores do vice-presidente Mike Pence, incluindo Marc Short e Greg Jacob, testemunharam perante um júri federal.


Pence foi pressionado para não certificar os resultados trazidos pelos `grandes eleitores` legítimos ao Congresso a 06 de janeiro de 2021.


Os procuradores obtiveram também um mandado de busca para o telemóvel de John Eastman, um dos advogados que serviu como conselheiro de Donald Trump nos esforços para subverter os resultados da eleição. 


Garland tem estado sob intensa pressão dos democratas no Congresso para formalizar uma acusação criminal contra Trump, especialmente depois das provas que vieram a público nas audiências da comissão parlamentar. 


O Departamento de Justiça tem-se escusado a comentar a investigação, mas Garland deu uma entrevista à NBC News esta semana e garantiu que os procuradores vão “trazer à justiça todos os que foram criminalmente responsáveis pela interferência na transferência pacífica do poder de uma administração para a outra”.




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