“Cruel e devastador” ou “vitória histórica”? As reações à reversão do direito ao aborto nos EUA


“Com pesar – por este tribunal, mas mais ainda pelos muitos milhões de mulheres americanas que hoje perderam uma proteção constitucional fundamental – discordamos” da decisão anunciada, apressaram-se a vincar os juízes democratas do Supremo.

Para estes juízes, “seja qual for o resultado das leis que aí vêm, um resultado da decisão de hoje é certo: a redução dos direitos das mulheres e do seu estatuto enquanto cidadãs livres e iguais”.

Nanci Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, condenou já a “cruel, escandalosa e devastadora decisão” de reverter a Roe vs Wade (decisão de 1973 que atribuiu às mulheres o direito constitucional ao aborto).

“Hoje, o Supremo Tribunal – controlado por republicanos – alcançou o objetivo obscuro e extremo do Partido Republicano de retirar às mulheres o direito de tomarem as suas próprias decisões de saúde reprodutiva. Por causa de Donald Trump, Mitch McConnell, o Partido Republicano e sua supermaioria no Supremo Tribunal, as mulheres americanas têm hoje menos liberdade do que tinham as suas mães”, lamentou Pelosi em comunicado.

A democrata referia-se ao facto de o Supremo Tribunal ter uma maioria republicana devido à decisão de 2020 de Donald Trump, então presidente, de nomear a conservadora Amy Coney Barrett para substituir a democrata Ruth Bader Ginsburg.

Pelosi garantiu que o Partido Democrático vai continuar a lutar para trazer de volta a Roe vs Wade. “As decisões fundamentais de saúde das mulheres devem ser tomadas por elas, com o apoio de médicos e de entes queridos – não devem ser ditadas por políticos de extrema-direita”, declarou.

(em atualização)



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