Estado da Nação aos olhos das forças partidárias


O líder parlamentar do PS considerou que o país vive um “estado de esperança”, com crescimento económico e uma baixa taxa de desemprego, e garantiu que a vontade de diálogo nesta legislatura é “uma marca genética desta maioria absoluta”.

O estado da nação é um estado de esperança, apesar de todas as dificuldades que vivemos. Ainda estamos a sair de uma pandemia, (…) e estamos agora com uma guerra que começou a 24 de fevereiro (…), mas é um estado de esperança e olhando para o futuro”, afirmou Eurico Brilhante Dias em declarações à agência Lusa no âmbito do debate sobre o Estado da Nação, que decorre esta quarta-feira na Assembleia da República.

O líder parlamentar do PSD disse ver o estado da nação com “muita preocupação”, acusando o Governo de estar “desorientado” e “desorganizado” e de ser incapaz de “promover reformas estruturais” ou de resolver “problemas conjunturais” do país.

O estado da nação para o PSD é bastante preocupante. Nós temos um Governo que tem quatro meses, mas que está desorientado, desorganizado e, sobretudo, sem capacidade reformista, cansado”, afirmou Joaquim Miranda Sarmento em declarações à agência Lusa.

O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, defendeu que o país está numa “situação extremamente difícil”, acusando o Governo de ser “frágil e fraco” e de “não precaver” situações como os incêndios, “o caos na saúde” ou nos aeroportos.

É um país que está a viver uma situação extremamente difícil, uma situação que está no limite. Isto dos incêndios é quase catastrófico (…), o país está literalmente a arder, de norte a sul do país há incêndios em todo o lado, e isto revela apenas que o Governo não precaveu esta situação”, afirmou.


O líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, considerou que o estado da nação é “preocupante”, acusando o Governo de não “antecipar, planear e resolver” os problemas e de ter “desistido de fazer reformas”, preferindo “fazer remendos”.

O estado da nação, em Portugal, com o grau de estatismo que temos tido, confunde-se com o estado do Estado (…) e, quando se olha para o estado do Estado, eu acho que tem de se confessar que ele é preocupante”, afirmou João Cotrim de Figueiredo.


A líder parlamentar do PCP defendeu que a atual situação nacional é “marcada pelo agravamento das condições de vida dos trabalhadores e do povo”, acusando o Governo de recusar resolver os problemas e favorecer os “interesses dos grupos económicos”.

A situação nacional no nosso país está marcada pelo agravamento das condições de vida dos trabalhadores e do povo, pela perda de poder de compra. A taxa de inflação continua a aumentar de forma galopante, (…) os preços de bens essenciais continuam a subir, os salários e as pensões dão para cada vez menos”, afirmou Paula Santos.


O líder parlamentar do Bloco de Esquerda acusou o Governo de “empurrar com a barriga” as soluções para os “problemas estruturais do país”, considerando que “uma pequena elite está a beneficiar”, enquanto o povo sofre com esta governação.

O estado da nação pode ser, em parte, respondido pelo estado da governação e, para o Governo, parece que o lema é: ‘o país segue dentro de momentos’”, criticou Pedro Filipe Soares.



A deputada única do PAN sublinhou que esperava “mais arrojo, mais capacidade de decisão e de ação” da parte do Governo em áreas “como o acesso à habitação”, o emprego, a crise climática, ou a “crise socioeconómica provocada pela pandemia e que deixou o Serviço Nacional de Saúde (SNS) numa situação muito difícil”.




Sabemos que vivemos tempos muito complexos com a guerra na Ucrânia (…), mas sabemos que isto não exime os Estados-membros (da União Europeia), em particular Portugal, das suas responsabilidades quer sociais, quer económicas, mas acima de tudo na transição que tem que existir do ponto de vista energético e na proteção das populações e da natureza”, vincou Inês de Sousa Real.


Também em declarações à agência Lusa no âmbito do debate sobre o Estado da Nação, o deputado único do Livre, Rui Tavares, considerou que “Portugal tem uma década para se reinventar”, criticando também a falta de visão e de “sentido de urgência” da classe política portuguesa.

Para o deputado do Livre, “parece que a política portuguesa, nomeadamente ao nível dos grandes partidos e das elites, anda perdida nos seus casos e casinhos de todos os dias, sem nenhuma visão” de médio ou longo prazo.



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