Todos os partidos políticos devem fazer parte de novo Governo da Guiné-Bissau diz PR



“Todos os partidos políticos devem fazer parte deste Governo de iniciativa presidencial, sem exceção, e, sobretudo, os partidos políticos que estavam representados na assembleia e peço ao primeiro-ministro para contactar todos”, disse Umaro Sissoco Embaló.

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O chefe de Estado falava no final da cerimónia de tomada de posse do primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, e do vice-primeiro-ministro, Soares Sambu, reconduzidos no cargo, após o Presidente guineense ter decidido dissolver o parlamento e convocado eleições legislativas antecipadas para 18 de dezembro.


“É um Governo de iniciativa presidencial, mas o primeiro-ministro nomeado deve sentar-se com eles, discutir, trazer as suas propostas para avaliarmos, para todos entrarem, sem exclusão, porque é um Governo que vai organizar eleições”, declarou Umaro Sissoco Embaló.


O chefe de Estado salientou que era bom estarem incluídos o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Partido da Renovação Social (PRS) e a Assembleia do Povo Unido–Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), liderado pelo atual primeiro-ministro.


O PAIGC venceu as anteriores eleições legislativas, realizadas em março de 2019, mas o seu Governo foi demitido após a tomada de posse de Umaro Sissoco Embaló, que nomeou um outro liderado pelo atual primeiro-ministro e composto por elementos que apoiaram a sua candidatura, nomeadamente Madem-G15, PRS e APU-PDGB.


Na declaração, o Presidente guineense salientou também que o Governo está em gestão até à realização de eleições e que recomendou ao primeiro-ministro que começasse hoje a trabalhar para que o escrutínio decorra na data prevista.


Umaro Sissoco Embaló, que falou em crioulo acompanhado por um intérprete de língua gestual, disse também que não está na Presidência para fazer “guerrilha política” e recomendou ao poder judicial, presente na cerimónia, para combater a corrupção “sem tréguas e de forma perentória”, salientando que as instituições do Estado não são para visar pessoas.



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