“A falência do Estado russo é apenas uma questão de tempo”, declarou Ursula von der Leyen. A responsável fez ainda notar que as sanções estão a afetar cada vez mais a economia russa, “semana após semana”, e que as “exportações de bens para a Rússia caíram 70 por cento”.“Centenas de grandes empresas e milhares de
especialistas deixaram o país. O PIB na Rússia, de acordo com as
previsões atuais, irá diminuir em 11 por cento”, estimou Von der Leyen.

“O default da Rússia pode tornar-se o default da Europa”, escreveu pouco depois, no Telegram, o antigo presidente russo Dmitry Medvedev, uma das figuras mais próximas de Vladimir Putin em Moscovo.

“Tanto moral quanto, muito possivelmente, material. O sistema financeiro da UE não é muito estável, a confiança das pessoas está a cair. E não tremeu tanto mesmo no memorável 2008 e então foi muito difícil”, prosseguiu Medvedev, referindo-se a Ursula von der Leyen como “a tia europeia”.

“Aguarde pela poderosa gratidão dos europeus comuns pela hiperinflação, que não pode ser atribuída aos malvados russos, pela falta de produtos básicos nas lojas e pelo fluxo de refugiados, que provocará uma onda de crimes violentos pior do que a albanesa”, continuou o político russo.

“E então, nas ruas das cidades europeias bem cuidadas, arderão fogueiras de pneus em homenagem aos heróis da Maidan”, concluiu, numa alusão à mais emblemática praça de Kiev.

c/ agências



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